Diário Lost #7: The Moth
Um dos personagens mais controversos da mitologia Lost é o centro das atenções neste sétimo capítulo de nossa saga.
Charlie Pace é o roqueiro, (ex) drogado, gente fina e que busca sua redenção em uma ilha onde ele é mais um entre tantos e não mais uma (ex) estrela do rock.
Dos episódios iniciais, “The Moth” é aquela com a temática humana mais interessante. Todos os episódios traziam um pouco de mistério mais o lado humano. Mas desta vez, temos apenas a história de uma pessoa: Charlie, com seu passado e presente desconstruídos e montados novamente. Uma mariposa esperando a chance para sair do casúlo.
O que aconteceu neste episódio?
Locke, o herói de 99,9% dos fãs da série, mostra pela primeira vez seu lado durão com um dos Losties. E quem sofre com isso é Charlie. Descoberto seu vício, Charlie vive um relacionamento repleto de conflitos com o Sr. John Facas Ginsu. Ele teve seu violão de volta, mas quer as drogas que ficaram nas mãos de Locke.
Eis que o carequinha resolve aplicar um teste para o roqueiro inglês: “Peça-me três vezes a sua droga e então as darei”. Resumindo: descubra quais são seu limites, Charlie boy.
O roqueiro passa por poucas e boas. Durante sua abstinência, ele enterra Jack em uma caverna, durante boba discussão.
E é vendo seus flashbacks, que mostram como sua banda acabou e ele se enterrou na heroína, que percebemos a presença de uma boa pessoa em Charlie.
E sua redenção é atingida com dois gestos nobres: salva sozinho o amigo Jack e larga de vez (?) as drogas.
Notas do diário #7
- O grande mistério deste episódio ficou para o final! Enfim, Sayid consegue triangular o sinal da torre que envia a mensagem da francesa. Porém, quando ele está localizando a posição do sinal, toma uma pancada bem dada na caxola! Ele desmaia e ficamos sem saber o que será da missão do iraquiano.
- “You All Everybody” é o tema da banda Driveshaft, para a qual Charlie se referiu sempre com tanto orgulho. Descobrimos também que seu irmão foi a principal influência para que o Lostie mergulhasse de cabeça nas drogas.
Ponto forte
Charlie pede a droga pela terceira vez a Locke. Pensamos todos então que o roqueiro voltaria ao vício. Locke deu a ele o poder da escolha. E ele agarrou essa chance com todas as forças, mesmo que sofrendo muito. Charlie pega a dose de heroína e a joga no fogo. São esses pequenos gestos que marcam a série.
Ponto fraco
Vocês têm dúvida? Eu não. Kate Austen e o Dr. Jack Shepard ganham disparado, com aquelas cenas desnecessárias, tipo vergonha alheia. Desde a obstinada Kate querendo tirar as pedras da caverna onde Jack ficou enterrado, até o suporte que a irmã metralha fez para o médico apoiar seu braço deslocado. Tudo manjado e chato demais.
Lost Countdown – Versão Áudio
Tá com preguiça de ler? Então escute eu falando sobre “The Moth”, sétimo episódio da série, da 1ª temporada.
Para ouvir o diário #7, clique aqui.



